Mutação constante, aqui paira a criatura pensante e estridente, vagando pela mente soltando o seu verbo truculento de maneira natural inconseqüente!!!!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Natalinos
Sempre gostei de Natal, mas como é xarope quando a gente é adulto e começa realmente a prestar atenção nas coisas da vida. Fim de ano e todo aquele sentimentalismo retirado do freezer antes do vencimento. Chega gelado que nem picolé e não se leva muita fé. Consumir para ser consumido e deixar tudo consumado. Hoje em dia não se senta mais ao redor do fogo, tudo é superprodução. Não rola mais areia da praia nos pés o tempo todo. A rolha que voa pelos ares não pode ser qualquer uma. A garrafa rotulada nobre parece peça fundamental , mais que abraços. Bem, nem por isso vou deixar de gostar de Natal, nem pela falta de quem não está mais entre nós e que fazia de maneira simples tudo ficar especial. Eu gosto de Natal, mas não aprecio o gosto de saber toda a verdade.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Zappatismo
"Estupidez até pode ter um certo charme. Ignorância não." (Frank Zappa)
"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece." (Frank Zappa)
"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece." (Frank Zappa)
Serial Alfajores y Las Malditas Media Lunas y Las Carnes de Nuestro Campo
A saga dos Alfajores, Media Lunas, e Asados Criollos continua. Na minha primeira viagem a Buenos Aires em fevereiro de 2008 aconteceu o inevitável confronto alfajoriano: Jorgitos, Jorgelitos, Terrabusi, Bon Bon, Milka, El Cachafaz, Havana, e outros entraram em disputa de sabor. Mas como nem tudo na vida é doce, os cortes argentinos se destacavam na minha rotina. Na segunda viagem, em março de 2008, já com o vencedor da batalha definido seguindo critérios de momento, houve a degustação apurada. El Cachafaz liderou disparado por ter um "relleño" excelente, fácil acesso, quiosques 25HS e ser mais barato que o famoso Havana, o segundo colocado. Em terceiro vem o Terrabusi, belo divertimento. Na terceira viagem, em junho de 2009 conheci os Havanitos, uma gota de doce de leite, coberta com chocolate. Não houve espaço para o tradicional Alfajor El Cachafaz. Bem, essa semana meu reencontro com a gastronomia argentina. Café da manhã, como de costume, 3 media lunas doces, 3 salgadas, café e ready to go!!! Um amigo marinheiro de primeira viagem precisava conhecer a guerra dos alfajores. Então fui buscar a encomenda. El Cachafaz!!!! Claro, que não faltou o meu. Orgia gastronômica portenha, provoletas, vacio, baby beef, bife de chorizo, cordeiros patagônicos, Ojo de bife, costillas, hummmm, estou escrevendo de fome, já viram isso? Muito café também, experimentei um café etíope, saboroso, um colombiano melhor ainda. Senti a falta dos pescados, mas como estava em grupo, a democracia impera sempre.
Intocáveis desafortunados
Não sou uma imagem na mente das pessoas. Não sou intocável. Sou corpo em movimento das trilhas sinuosas dessa vida. Alegrias e decepções a bordo, estou à deriva num mar cheio de delírios. Não há fuga da confusão. É normal o sentimento confuso para quem é intenso por completo. Não me sinto só, escuto as vozes que parecem ecos de minha emoção. Passaram-se os anos como carcereiro dos sentimentos. É a sede da verdade que transborda para fora desses olhos curiosos por vida. Seria uma covardia idealizar que todos me compreendessem, mas não posso perdoar a falta de atenção. Não perdoar. Preciso me perdoar mais. Sei exatamente o que esperam de mim, não tenho certeza se desejo corresponder. É doloroso. Talvez sejam as curvas do caminho. Para me satisfazer empacoto meus problemas, saio dirigindo para longe e desejo partilhar esse pensamento. Partilhar minha música. Mas qual disco vou levar para essa jornada nem tão errante? Jimi Hendrix ou Led Zeppelin que me embalem. Os violões da vida. É para quem transborda emoções que existe o disco certo, a trilha sonora, a batida perfeita. Algumas coisas devem ser cantadas no ouvido para que o som atinja seu objetivo maior, tocar e sentir. É tudo o que há de mais importante. Sinta a alegria, a dor, a diferença. Espero que não me confunda entre a imagem e a ilusão, seria triste poder transcrever a ilusão, precisamos dela para viver como afortunados tangíveis.
Let There Be Rock
Insana. A multidão ansiosa fuzilava as bandas de abertura com garrafas de água. Minha mente enlouquecida desejava o início da selvageria do rock. A espera de mais de 15 anos para conferir de perto talvez os maiores ídolos de minha juventude tornava claro meus sentimentos mais crus. E a hora chegou. Eram exatamente 21h05 quando o AC/DC entrou com tudo no gigantesco palco bem à minha frente. Parecia um sonho. O sonho dos riffs! Os riffs alucinantes de Angus causaram toda a comoção possível. Lá estavam eu, meu irmão, amigos e mais 70 mil pessoas. Uma verdadeira aula de rock and roll, com certeza. Som perfeito, a platéia mais louca. Nas arquibancadas lotadas, a escuridão salientava os chifres que piscavam em vermelho, uma imagem alucinate. Pulei, dancei, cantei por duas horas todas as músicas que embalavam minhas noites de loucura interminável. Me senti o mesmo animal de antigamante, hahahha. Isso foi demais. Por isso que eu amo tanto o rock, só ele solta a verdadeira fera das nossas almas. So Let there be rock!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Não mente para labirinto
O caminho é o mesmo, sempre aquele, tu já fez essa volta um monte de vezes. Se está arrependido é por que fez algo acontecer, é por que viveu de novo, parece que nunca errou antes! Se pensa assim deve ter chegado aqui morto, um fantasma. Errar não é humano, é para quem vive no mundo da lua, errar para acertar, acertar para errar. Portanto o caminho é o mesmo, fisicamente não vai se mover, vai olhar para trás e repetir o exercício amargo de quem não quer ver. O rastro está lá, e quando tudo estiver esquecido, vai passar de novo por cima do que ainda não tenha admitido. Réu confesso.
Releitura atemporal da juventude perdida
Do primeiro ao último dia, os segundos, minutos são o recheio da vida, usa e abusa como se tivesse perdido a hora.
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